POEMA LIBERDADE

Ainda andava de tranças
Pela calada da noite
Na aurora das crianças
Pintei – te a vermelho
No meu vestido velho
Abril de águas mil
Plantado no meu craveiro
Liberdade palavra proibida
Aguda e grave eras furtiva
Somente falada em surdina
Sob o céu moldado
Em segredo cantei à
Liberdade.
Na beira do rio ferido
Só a água me pode ter ouvido
Em Abril morri e renasci
Mil vezes parti, tão longe de ti
Em abril te encontrei
E tu a mim!

Livro Vida e Alma
2020 Durinda Clara Paiva

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